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COVID EM CHAPADINHA: Mais mortes que a média nacional

A Prefeitura de Chapadinha divulgou hoje (12) mais um boletim epidemiológico com o número de pacientes confirmados, descartados e recuperados de Covid-19, assim como o número de óbitos.

Antes de analisar os números, é muito importante desmentir a turma da lacração que acusa o governo municipal de não ter tratado do tema durante a campanha eleitoral. Todos nós, inclusive esse pessoal, estávamos dando mais atenção à disputa pelo poder do que a este assunto, mas basta uma pesquisa rápida na página da Prefeitura no Facebook para constatar que os boletins continuaram sendo publicados semanalmente, como já acontece há meses.


Quem, como eu, se deu o trabalho de acompanhar todos estes boletins sabe que não há motivo para pânico, nem para descuido. O aumento de casos ativos apresentado no boletim anterior, de 9 para 18, foi revertido para uma nova queda, agora são 13. As oscilações neste dado acontecem abaixo de 100 ativos desde setembro, desde outubro abaixo de 50.

Estas pessoas precisam de cuidados, alguns deles inclusive de internação, mas a realidade atual é incomparável ao pico da doença na nossa comunidade, quando chegamos a ter 719 casos ativos simultaneamente, em 17 de junho.


Cada óbito causado pela doença merece nosso lamento, e prestamos nossa solidariedade a todas as famílias atingidas, mas pelo dever de bem informar devemos também apontar que tivemos nove mortes nos últimos três meses. 

Ao acompanharmos o noticiário nacional ou mesmo internacional para entendermos a dinâmica de uma doença tão recente é importante não esquecermos que as contaminações são sempre locais. Os números de mortes, por exemplo, que são apresentados por estado ou por país são médias importantes, mas ninguém pega Covid em Chapadinha porque tem alguém doente em Chapecó ou em Rio Branco. Em cada lugar a doença tem acelerações ou desacelerações de acordo com o que é feito pelas pessoas que convivem ali.


COMPARAÇÃO COM O MUNDO

Os 74 óbitos registrados até aqui numa população de 80 mil pessoas representariam 923 mortes por milhão de habitante, parâmetro utilizado para medir o impacto da pandemia em cada país. Se fosse um país, Chapadinha só não teria sido oficialmente mais atingida do que Bélgica, Peru, Itália, Espanha e Reino Unido, sem levar em consideração as diferentes metodologias de contagem das mortes relacionadas à Covid-19.


Ainda assim, estaríamos em situação pior que os Estados Unidos, o México, a França e da própria média brasileira. O número proporcional de mortes é tão alto em Chapadinha e o número de pessoas atualmente doentes tão baixo que parece que o pior já passou por aqui.

 

TESTAGEM É NECESSÁRIA

Apesar do surto aparentemente sob controle no município, só uma testagem em massa nos daria dados mais precisos.


De janeiro a novembro deste ano a Saúde de Chapadinha teve 31,6% a mais de recursos do que no mesmo período do ano passado. Só de verba destinada ao combate da pandemia foram R$ 10,9 milhões extra no caixa. O atual e o futuro governo deveriam utilizar parte deste dinheiro para providenciar mais exames, que nos permitam estar alerta para a eventualidade de sermos atingidos por uma nova onda de contaminação, como está acontecendo em outros lugares do mundo.

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