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Covid acelerou 11 dias depois do prefeito reabrir o comércio



Há exatamente um mês o governo municipal tomava a decisão de reabrir o comércio local sob pressão dos empresários e silêncio da oposição. O primeiro caso havia sido confirmado no município no dia 9 de abril, havia relatos oficiais do paciente não estar cumprindo o isolamento social na sua casa e mesmo assim decreto assinado pelo prefeito autorizou a volta de todas as atividades econômicas aumentando a circulação de pessoas.

Sem querer se indispor com os comerciantes, que pressionavam pela reabertura, a oposição se calou. Nem a ex-prefeita Belezinha nem os vários outros pré-candidatos apareceram para discordar, propor, sugerir nada. Ela por esperteza, lucra calada com qualquer desgaste do governo, os demais por fraqueza, desperdiçam excelente oportunidade de se mostrarem preparados para o cargo que almejam.

Como o silêncio dos pré-candidatos desautoriza que eles apareçam agora para criticar a gestão, eu o faço com a condição de quem avisou à época que a decisão era errada. De certa forma, ao revogar a reabertura 18 dias depois e autorizar apenas as atividades essenciais, o próprio governo admitiu que errou, mas é necessário expor os números. Veja a tabela.

O primeiro caso foi confirmado em 9 de abril, a reabertura do comércio aconteceu em 13 de abril, saltamos para 5 casos em 15 de abril, 11 casos em 24 de abril e passamos a ter um crescimento diário desde então. Os 260 casos confirmados de Covid em Chapadinha pelo boletim epidemiológico de ontem (12/05) representam o dobro do dia 07/05, cinco dias antes. Se for mantida esta velocidade, os quatro respiradores mecânicos da UPA não serão suficientes para evitar o colapso do sistema de saúde.

Como o período de incubação do vírus pode chegar a até 14 dias, os efeitos daquela reabertura ainda são sentidos, mas os números devem melhorar em breve e o vírus voltará a se espalhar de maneira mais lenta se nenhuma nova pressão de empresários levar o governo ao erro.

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