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Não pense no Estado de Direito! Comemore!

O poço institucional no qual o Brasil se meteu tem um fundo sempre disposto a descer mais um pouco. A nova descida é a notícia que o dono da OAS teve sua delação premiada negada por não envolver o presidente Lula em qualquer ilícito.

Quando não em silêncio, assistimos esses atropelos com aplausos. Réus sendo condenados confessadamente sem provas, penas sendo confessadamente infladas artificialmente, senador sendo preso sem flagrante nem crime inafiançável, afastamento de um presidente da Câmara sem nenhum dispositivo legal para tal, prisões por condenações em segundo grau mesmo que ainda caiba recurso. Tudo isso ao arrepio da lei e com anuência de um Supremo Tribunal Federal acovardado e julgando cada peça com a faca no pescoço.

Condução coercitiva de quem se dispor anteriormente a depor e intercepção telefônica entregue pelo juiz à Globo a tempo de sair no Jornal Nacional. Tudo impune, tudo em nome de uma guerra santa que se propõe "refundar a República", mas tem alvo certo desde o início: Lula e sua pré-candidatura à presidência da República.

Para isso, não pode homologar delação que não o incrimine. Pior, espera-se a delação de dois empresários (Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht) avisando que só um dos dois terá o benefício e não será tolerada versão que inocente o sapo barbudo. Quem colocar primeiro o nome dele na roda vence. Valendo!!!

Mas ninguém pode apontar o absurdo no exposto porque trata-se de algo acima de qualquer discussão. Para livrar o Brasil de Lula e do PT parece valer tudo. Rasgar as leis, a Constituição e qualquer noção de Estado moderno, democrático e de Direito.

Será que vale mesmo?

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