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Que união é essa?

Essa é a alternativa?
Depois de mandarem fazer algumas pesquisas de opinião e constatarem o que venho dizendo há algum tempo, os "cachorros grandes" da oposição municipal voltam a falar em união. Todos concordam acreditando que a união se dará em torno de si e de seus interesses, mas essa conta não fecha nem deve iludir os chapadinhenses. 

Uma união que conte com os dois deputados estaduais só faria sentido prático se um dos dois fosse o candidato a prefeito com o compromisso de apoiar a reeleição do outro. Se os dois apoiarem um terceiro nome, terão que dividir o apoio para renovar seus mandatos na Assembleia Legislativa, quando ambos terão mais dificuldades que tiveram em 2014. Levi se elegeu com poucos votos e agora foi para um partido grande e Paulo Neto deverá perder prefeituras que o apoiaram. Correr na mesma raia seria prejuízo para a dupla Coronel e Fantástico.

Se um dos deputados for o candidato a prefeito, como ficará Isaías Fortes que já avisou que não entrega mais cabeça? Isaías já foi expulso de dois governos que ajudou a eleger e sabe que quem fica do pescoço pra baixo não apita nada em governo dos outros. 

Nos bastidores se brinca que "Isaías no volante é um perigo constante. Isaías do lado é perigo dobrado". Quando foi prefeito, ele administrou com uma falta de responsabilidade que faz o município pagar contas da sua gestão até hoje, e quando elege algum aliado ele quer controlar o governo da mesma forma e acaba sendo colocado pra fora.

No meio dessa confusão toda, só há um nome que mete medo em Belezinha: Magno Bacelar. Esse, segundo as pesquisas, seria hoje eleito com ou sem união de oposição e todas as movimentações estão sendo feitas aguardando da sua condição de elegibilidade. Uma candidatura de Magno furaria as canoas e viraria a arca de cabeça pra baixo. 

Sem Magno no páreo, a oposição fica resumida a opções ainda piores do que Belezinha. Chapadinha não merece isso. 

Sem ódio, revanche ou vaidade, sem perseguição, funil ou mesquinhez, Chapadinha merece uma candidatura que vise recuperar os crimes que estão sendo cometidos contra a educação básica, que planeje o crescimento da cidade, que leve as políticas públicas para o homem do campo produzir e gerar riqueza, que dialogue com a sociedade e que tenha a transparência como primeiro princípio. 

Nada disso é colocado como preocupação dos "cachorros grandes" e, por isso, não podem ser considerados como alternativa ao que está aí.

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