Pular para o conteúdo principal

Eleição proporcional, sem coligação e com partidos democráticos

A disputa que se trava nos debates sobre a reforma política entre eleição proporcional, distrital ou em distritão não é mera formalidade de método de soma de votos, mas de concepção política.

Na eleição distrital é eleito o mais votado entre os candidatos de uma determinada região. Assim, a votação é meramente geográfica. Mesmo que nenhum candidato nas redondezas me represente, eu estarei preso a votar e ser representado por um deles, mesmo que alguém de outra região do estado defenda as mesmas bandeiras que eu defendo ou faça parte da mesma categoria que eu quero ver representada, estarei impedido de dar meu voto consciente a ele.

No chamado distritão, a votação não é geográfica, mas personalista. Se há 42 vagas, os 42 candidatos que receberam mais votos individualmente estão eleitos. Aí não importa o que cada um defenda, não importa quantos votos cada proposta tenha recebido, não importa nenhum debate que não gire em torno da personalidade com um belo sorriso na tela. A Câmara Federal deixaria de ter uma imoral quantidade de 28 minorias para ter 513 minorias.

O único sistema que permite o voto consciente em propostas, programas é o sistema proporcional. Se determinada proposta tem metade dos votos, metade das cadeiras devem ser ocupadas por quem as defende. Não são as pessoas que devem representar a sociedade, mas as ideias.

O que desvirtua o sistema proporcional são as coligações, que são formadas com base em negociatas, sem nenhuma preocupação programática e devem ser extintas pela reforma.

Democratização dos partidos

Eleições proporcionais sem coligações levarão a política brasileira a uma cena mais racional. Garantirá o pluripartidarismo, mas com menos legendas no Congresso Nacional e, portanto, mais governabilidade.

Essa mudança, contudo, deve ser acompanhada de uma reformulação do caráter que os partidos políticos tem no Brasil. O princípio da autonomia partidária é usado como pretexto para termos legendas que são verdadeiros balcões de negócios.

A maioria não tem programa definido, apenas um documento genérico que justifique formalmente sua existência. O que há, muitas vezes, é apenas uma pasta debaixo do braço do dirigente nacional da legenda. Com autonomia para definir o funcionamento do partido, esse dirigente age como proprietário. Aluga os diretórios estaduais a algumas lideranças, de preferência um deputado federal que ajude a engordar a fatia do fundo partidário que vai pra legenda. Esse locatário estadual age da mesma maneira com os diretórios municipais, dá o controle a quem achar melhor em troca de apoio para suas candidaturas e pretensões políticas.

Na última campanha eleitoral, aqui no Maranhão, sob aplausos dos presentes, um presidente estadual de um partido anunciou durante um comício no interior que, a partir daquele momento, estava dissolvido o diretório municipal porque os dirigentes não estavam presentes naquele ato.


Para termos um sistema verdadeiramente aberto e democrático, os partidos políticos têm que ser abertos e democráticos. Não podem pertencer à sua direção, mas à parte da sociedade que se sente representada por aquele programa. Se não houver essa obrigação legal, as direções dos partidos que sobreviverem com representatividade comporão uma verdadeira oligarquia nacional.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DE CORPO PRESENTE: FLÁVIO DINO REBATE BELEZINHA SOBRE INVESTIMENTO EM SAÚDE E AINDA QUER ASSUMIR A UPA

Durante cerimônia de inauguração de asfalto aplicado no município com emendas da deputada Dra. Thaiza, o governador Flávio Dino respondeu os ataques que a prefeita Belezinha fez contra ele no início da semana. A gestora havia afirmado em pronunciamento oficial que ainda não teve ajuda do governo do estado para cuidar da Saúde em Chapadinha nos seus primeiros meses de administração. Relembre: No seu discurso, a deputada Thaiza já havia criticado a gestão municipal por Chapadinha ter tido o maior número de óbitos por Covid no estado, mas Belezinha tentou evitar polêmica. Tigrona na internet, ela virou tchuchuca na frente do governador falando até em parcerias do estado com o município através do vice-governador Carlos Brandão. Veja: Flávio Dino estranhou a diferença de comportamento do mundo virtual para o mundo real. “Há pessoas que se transformam na internet. Elas na nossa frente são pessoas de bom senso, mas quando chegam na internet se transformam e se danam a mentir”: Mais a

ALUIZIO SANTOS FALA SOBRE SUA SAÚDE

O secretário Aluizio Santos concedeu entrevista ao programa Alerta Geral, apresentado pelo jornalista Luis Carlos Jr. na rádio Cultura de Chapadinha, nesta manhã (10) e tratou do assunto que já estava dominando as rodas de conversa da política local: seu estado de saúde. Segundo o relato, desde o mês de junho ele estava acompanhando o aumento de dois linfonodos na sua virilha e decidiu, com a equipe de médicos que o acompanha em Chapadinha, pela remoção cirúrgica de ambos. O procedimento aconteceu no dia 25 de outubro e desde então ele ficou em repouso. O diagnóstico conclusivo sobre o tratamento de saúde ao qual ele precisará se submeter deverá ser apresentado em 10 dias, mas Aluizio tem voltado às atividades políticas, inclusive às articulações da sua pré-candidatura a deputado estadual. Assista o vídeo da entrevista no final da matéria.   ENTENDA O QUADRO A íngua é o inchaço dos linfonodos, pequenos órgãos do sistema linfático que atuam na defesa do organismo humano prod

DRA. THAIZA DEFENDE GOVERNADOR E COBRA ENTREGA DA UPA PARA O ESTADO

Chapadinha foi destaque na sessão de hoje da Assembleia Legislativa. Tudo começou quando a deputada Dra. Thaiza subiu à tribuna para registrar a cerimônia de inauguração do asfalto aplicado nos bairros Areal e Cohab com emendas destinadas pelo seu mandato. A parlamentar aproveitou a oportunidade para lembrar as várias ações do governo estadual no município e saiu em defesa do governador, contra os ataques feitos pela prefeita Belezinha. “São mais de R$ 4 milhões investidos todo mês na Saúde para manter o Hospital Regional. É incalculável o impacto positivo deste investimento para a região. Imaginem a quantidade de consultas, exames e internações, lembremos a procissão de ambulância que tinha de vir para São Luís. É uma injustiça absurda não reconhecer os benefícios levados a Chapadinha e região pelo governo Flávio Dino”, destacou. O deputado Paulo Neto saiu em defesa de Belezinha afirmando que o vídeo em que ela ataca o governador seria de 90 dias atrás e teria sido requentado pela