Pular para o conteúdo principal

Política dos fundos

O humorista Fábio Porchat, filho de ex-deputado federal homônimo, escreveu recente artigo que contribui para o debate pelo avesso. Cheio de senso comum, Porchat iguala os partidos políticos por baixo e ao final crava: "Eu, Fábio, tento focar nos candidatos". Ponto. Uma declaração quase Sheherazediana. Tão aplaudível quanto risível.

Um dos males que mais assola a política brasileira historicamente é exatamente o personalismo. Desde dos florianistas, passando por getulistas e mais recentemente lulistas, para ficar em poucos exemplos, nos acostumamos a cultuar líderes aos invés de defendermos programas políticos. 

É isso que o partidos são, ou pelo menos deveriam ser: canalizadores da vontade popular a programas políticos distintos. Digo "deveriam" porque é claro que o Brasil não possui 32 correntes de pensamento político estruturadas, mas a legislação permitiu que a criação de novos partidos se transformasse em um grande negócio para aqueles que detém o controle de legendas cartoriais para registros de candidatura. 

No meio desta sopa de letrinhas que virou a vida partidária brasileira é difícil para o eleitor diferenciar um do outro, principalmente quando o debate eleitoral vira um torneio de lama no qual os adversários disputam para ver quem consegue acusar mais o outro e reforçam a ideia de que são todos os iguais.

Não há partido totalmente bom, nem deve haver nenhum totalmente ruim. Não há partido "ficha limpa", não há partido que não faça aliança com o objetivo de chegar o poder, mas o que diferencia alguns partidos é o que fazem com o poder em mãos.

Eu, Eduardo, voto em um partido que representa o programa político que eu defendo: O Partidos dos Trabalhadores. Há quem ache o PT recuado e prefira votar no PSOL, ou quem seja anti-PT e vota noutro para derrotar o partido, há ainda quem não faça diferenciação e vote em qualquer partido fisiológico e sem programa definido porque o candidato na tela parece mais confiável. Esse último eleitor é o que mais contribui para a política brasileira ser o que é.

Agora um bom vídeo do Porta dos Fundos, que é o que Fábio Porchat sabe fazer de melhor: 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PACIENTES E PROFISSIONAIS DA SAÚDE RELATAM COLAPSO NA UPA DE CHAPADINHA

Os últimos dias têm sido de exaustão para quem está trabalhando na linha de frente do combate à Covid em Chapadinha. Profissionais da UPA relatam que a unidade entrou em colapso, os leitos estão lotados, pacientes aguardando nos corredores e os funcionários se sentindo impotentes diante o quadro. “Imagina o que é você se doar, prestar um serviço, ver gente morrendo todo dia e as pessoas continuarem suas vidas aglomerando”, desabafou um deles em rede social. Com quadro reduzido de funcionários, os servidores buscam fazer o que é possível, mas as dificuldades estão aumentando num grau insuportável. Enquanto isso pipocam nas redes sociais fotos e vídeos de pacientes e acompanhantes denunciando os problemas que estão enfrentando, principalmente com falta de médicos para atender a demanda crescente. A escala publicada pela Prefeitura mostra o quanto tem sido exigido dos profissionais. Apenas um médico por dia, sendo ora Dr. Kingsley Ifly, que na mesma data atende no HAPA , ora o Dr. Felipe

DE CORPO PRESENTE: FLÁVIO DINO REBATE BELEZINHA SOBRE INVESTIMENTO EM SAÚDE E AINDA QUER ASSUMIR A UPA

Durante cerimônia de inauguração de asfalto aplicado no município com emendas da deputada Dra. Thaiza, o governador Flávio Dino respondeu os ataques que a prefeita Belezinha fez contra ele no início da semana. A gestora havia afirmado em pronunciamento oficial que ainda não teve ajuda do governo do estado para cuidar da Saúde em Chapadinha nos seus primeiros meses de administração. Relembre: No seu discurso, a deputada Thaiza já havia criticado a gestão municipal por Chapadinha ter tido o maior número de óbitos por Covid no estado, mas Belezinha tentou evitar polêmica. Tigrona na internet, ela virou tchuchuca na frente do governador falando até em parcerias do estado com o município através do vice-governador Carlos Brandão. Veja: Flávio Dino estranhou a diferença de comportamento do mundo virtual para o mundo real. “Há pessoas que se transformam na internet. Elas na nossa frente são pessoas de bom senso, mas quando chegam na internet se transformam e se danam a mentir”: Mais a

2022: NOVOS E ANTIGOS NOMES ARTICULAM CANDIDATURAS À ASSEMBLEIA LEGISLATIVA EM CHAPADINHA E REGIÃO

Políticos e jornalistas só pensam naquilo: a próxima eleição. Os mandatos dos prefeitos eleitos no ano passado mal começaram e os grupos políticos já se preparam para medir forças na disputa pelas cadeiras dos deputados estaduais do Maranhão. Vejamos a situação dos principais nomes olhando a briga: Aluizio Santos : O articulador político do governo municipal não esconde sua pretensão e usa a mini-prefeitura instalada no antigo comitê de Belezinha para preparar sua pré-candidatura. Principal liderança do PL na região, Aluizio conta com a simpatia do deputado federal Josimar de Maranhãozinho e, segundo seus aliados, de 80% do grupo da prefeita. Projeta-se que ele partiria, em Chapadinha, dos 12.400 votos que Belezinha teve em 2018. Karoll Pontes : Carismática, a primeira-filha também é cogitada para a disputa. Teria quase todas as vantagens de Aluizio, além da simpatia do eleitor evangélico e uma relação inquebrantável com a mãe prefeita. Filiada ao antigo PRB, é mais próxima ao vice