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Que rumo tomará a oposição municipal?


Na acalorada politica chapadinhense as charges têm ganhado destaque. Tem pra todo gosto. Há as deploráveis, que atingem questões pessoais dos envolvidos, há as engraçadas, há as sem sentido, mas a minha preferida é esta que escolhi para ilustrar este texto e foi originalmente publicada no "cola não", digo, colunão do Café Pequeno. 

Sem atingir a honra de ninguém, a montagem fez uma crítica pertinente à oposição municipal. Qual será o rumo a tomar? 

E assim como a charge bem apresenta, são quatro os caminhos apontados dentro da oposição, só errou os personagens. Três, dos quatro vereadores ilustrados, já apontam para o mesmo caminho.


Caso um Caso

A liderança da natural da oposição caberia ao candidato derrotado pela prefeita, o deputado Magno Bacelar, mas este abandonou a disputa politica da cidade há um ano e meio, dando espaço para florescerem outros nomes que estiveram aqui durante este tempo combatendo os desastres da administração. Além da ex-prefeita Danúbia Carneiro, suas relações políticas se restringiram hoje ao vereador Eduardo Sá.

De ter abandonado a cidade ninguém pode acusar aquele que foi seu candidato a vice-prefeito, o presidente do PSB, Irmão Gomes. Líder reconhecido entre os evangélicos da cidade, Gomes tem se dedicado menos à oposição municipal e mais à coordenação da pré-candidatura a deputado estadual do Dr. Levi Pontes, com quem divide a liderança da antiga "3 ª via".

Os mais recentemente convertidos à oposição são os liderados de Isaías Fortes. Fiadores públicos da eleição de Belezinha e enxotados da administração sob graves acusações, estes devem fazer a mais dura oposição pelo mandato do vereador Marcelo Menezes. Se preparam para lançar em 2014 a candidatura a deputada estadual de Isamara Menezes, ou da sua filha Luiza Rocha.

E há aqueles que defendem a renovação da política de Chapadinha. É entre estes que eu, Eduardo Braga, me encontro, ao lado do presidente da Câmara, vereador Nonato Baleco, da vereadora Missicley Araújo e de um grupo crescente de militantes sociais convictos da necessidade de nós ousarmos para podermos construir um novo caminho político para nossa cidade. Sem lideranças messiânicas que prometem resolver todos os problemas de uma hora pra outra, sem radicalismos infantis ou irresponsáveis, mas ao mesmo tempo sem titubear da tarefa de oposição construtiva e responsável ao governo Belezinha.  


2014 e 2016

A prefeita (acreditem!) já é candidata a reeleição e, apesar de unir tanta gente contra si, terá ainda mais dinheiro e poder para enfrentar a campanha do que teve em 2012. Será, portanto, um dos polos da disputa. A oposição estará unida para derrota-la ou continuará fragmentada?

Olhando de hoje é difícil apostar na união de grupos tão diferentes, mas tudo dependerá dos resultados eleitorais deste ano.  Enquanto mantém uma relação amistosa graças adversário comum que têm, cada grupo lançará uma candidatura diferente à Assembleia Legislativa neste ano em busca de se fortalecer para a disputa futura.

A decisão estará nas mãos do eleitor.




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