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O dilema do PT do Maranhão


Há quatro anos o PT ainda iniciava sua aliança com o PMDB no estado Maranhão. Indicando o candidato a vice-governador da coligação "O Maranhão Não Pode Parar", conseguimos dar a segunda melhor votação proporcional para Dilma Rousseff (79,09%) no nosso estado (perdendo apenas para o Amazonas), além de termos sido decisivos para a eleição em primeiro turno da governadora Roseana Sarney e dos senadores da chapa. 

Naquela oportunidade, não poderia haver titubeio. O PMDB era imprescindível para eleger Dilma, Jackson Lago (PDT) apoiava José Serra (PSDB) e Flávio Dino (PCdoB) estava de volta aos braços de Zé Reinaldo (PSB), da "Frente de Libertação" e do discurso anti-Sarney, mesmo depois de termos feito a campanha para prefeito de São Luís em 2008 com a proposta do "pós-Sarney".

Não tenho dúvida de que tomamos a decisão certa naquele momento, na falta de uma projeto popular para o estado, optamos pelo palanque mais forte para Dilma.

Em 2014, PT e PMDB já não estão em lua de mel. É hora de discutir a relação e avaliar se vale a pena continuar o casamento. Quais as vantagens e desvantagem para cada lado? Para o PT, qual o palanque mais forte para Dilma no estado? Qual o melhor caminho para eleger uma boa bancada na Assembleia?

Em caso de rompimento, candidatura própria improvisada e sem competitividade? Não dá pra levar a sério. O candidato escolhido terminaria sendo laranja de Luis Fernando ou de Flávio Dino. 

E Flávio Dino? Se for abrir palanque para Eduardo Campos, encerro aqui minha reflexão. Sejam felizes, mas ao PT só pode interessar um palanque forte e homogêneo para reeleger Dilma.

Como de costume, este texto tem mais perguntas do que respostas. O caminho não é tão simples como há quatro anos. 


Anti-Sarney

Uma coisa é certa: Não cabe ao PT o discurso vazio do "anti-sarneysmo". Se um dia coube, não cabe mais. 

O senador José Sarney não apenas foi o melhor governador da história do nosso estado no ÚNICO mandato que exerceu entre 1966 e 1970, mas é também um dos mais importantes aliados do governo federal, essencial para manter o apoio do PMDB a Dilma e a governabilidade no Congresso.

Essa conversa fiada de "combate oligarquia" pode dar voto, pode até garantir a eleição de Flávio Dino, mas não passa de bravata. Não dá pra falar em escolha ideológica de campo democrático e popular com Dedé Macedo e Humberto Coutinho (pra ficar em apenas dois nomes). 

Mudança real seria a construção de um projeto popular, coisa que nenhum dos dois grupos representa. A escolha, infelizmente, não será ideológica, apenas pragmática. 

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