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PT de Belezinha muda local de debate e queria que eu fosse legitimar a molecagem



Tive a honra ser escolhido como anti-candidato à presidência do PT de Chapadinha por um grupo de filiados que repudia o autoritarismo e a entrega da atual direção do partido ao governo municipal. 

Cerca de 60 novas filiações foram rejeitadas a pedido do secretário-adjunto de Esporte, Tote, e com o voto de cinco membros da Executiva Municipal (Paiva, Zezinho, Maria Coelho, Manim e Chico Viana) simplesmente porque são pessoas que jamais votariam para o PT continuar do jeito que está no nosso município. 

Pior: esta decisão foi tomada quase seis meses depois do prazo estabelecido pelo regulamento do Processo de Eleição Direta (PED), com ata retroativa a novembro do ano passado, e sem ouvir os membros da Executiva que discordariam (Neldan Araújo, Juvenal Neres, Netinha Santos) sob argumentos de que eles estariam afastados dessa Executiva, mesmo não havendo processo disciplinar instaurado. 

Tudo isso nós aguentamos calados. Não queríamos expor mais uma vez as brigas internas do PT ao público externo como no encontro de tática eleitoral no qual fomos derrotados por um voto (29 a 30) com votação secreta (e envergonhada) com os mesmo abusos de poder econômico que se viu na eleição municipal.

Ainda assim, no grupo se esforçou pela unidade do partido. Como defendemos um projeto petista para Chapadinha e isto só pode se viabilizar com o partido todo engajado, propusemos o nome do histórico militante Chico da Cohab como consenso, mas a proposta foi tratada a galhofa. Propusemos o nome da companheira Neldan Araújo, mas ela sofreu veto de lideranças estaduais. Propusemos até o nome do poeta e ex-secretário de Cultura Herbert Lago Castelo Branco, mas nada foi aceito. Depois de tudo isso, deveriam ter vergonha de lançar candidato a presidente, mas era necessário um nome da mais forte fidelidade ao governo Belezinha para que o partido permaneça submisso. 

Se esquecem que o Estatuto do Partido proíbe que quem tem cargo no poder executivo ocupe cargo de direção no partido em mesmo nível. Para evitar mais brigas, ignoramos o pedido que nós mesmos fizemos pela saída do secretário de Assistência Social, do secretário de Trabalho e da secretária-adjunta de Educação da direção do partido neste final de mandato que lhes resta, mas o coordenador do Bolsa-Família certamente não poderá ocupar a presidência do partido, já que vários dos contratados da secretaria da qual faz parte foram filiados ao PT (e prontamente aceitos) para garantir sua vitória de Pirro.

Reivindicamos o mínimo: A realização de, pelo menos, um debate entre os candidatos à presidência municipal. Marcado para ser realizado na sede do Sindchap, passamos duas semanas indo na casa dos filiados, já que a direção não se deu o trabalho de dar publicidade prévia ao evento, convidando-os para a data, horário e local marcados. A 24 horas da realização do evento mudou-se o local como se fosse possível avisar de novo todos os filiados. Não poderia dar legitimidade ao golpe e não fomos. 

Enquanto isso, o sindicalista defensor do patrão usa o golpe do seu grupo (sim, ele foi filiado e prontamente aceito por essa direção) para me atacar. Aquele mesmo que se esqueceu de todos os argumentos que usava antes em defesa do pagamento de abono salarial aos professores, que se esquece de defender os aposentados sem a primeira parcela do 13º salário e não deu um piu no sentido de exigir mais vagas no projeto de concurso público da sua chefa, obedece tanto no sindicato quanto no partido as ordens da prefeita na esperança de receber aqueles atrasados. Vai esperando...


Projeto petista

Está na hora de romper com os dois lados da mesma moeda. Nunca foi tão viável o PT construir, ao lados dos demais partidos do campo popular e do arco de alianças nacionais, um projeto alternativo para o nosso município, mas podemos deixar o cavalo passar encelado pela necessidade de se manter em cargos que alguns filiados infelizmente se encontram.

Nossa chapa não defende rompimento imediato com o governo, e isto a construção de um projeto próprio, dialogado com todos e que esteja em sintonia com o sentimento de mudança que o povo expressou nas urnas e tem sido decepcionado até aqui.

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