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Que beleza de peixe podre


Marca da competência administrativa?

Difícil avaliar os 100 primeiros dias de um governo que parece nem ter começado. A concentração do atendimento hospitalar unicamente no HAPA, a mudança na data do pagamento do funcionalismo público e a estagnação econômica podem ser lembradas como as grandes marcas da administração competente. Uma beleza.

Mais recentemente tivemos o episódio da distribuição de peixes na semana santa. Havia o receio do peixe não ser distribuído por ser considerado marca das gestões de Magno Bacelar, mas a prefeita mostrou grandeza ao deixar a picuinha de lado e manter a tradição, mas, talvez por falta de experiência, falhou no processo de entrega.

Parte dos peixes distribuídos estava podre, completamente impróprio para o consumo e levaram aqueles que se submeteram às filas para receber o pescado à frustração. A prefeita poderia admitir o erro, investigar onde ocorreu a falha e tentar ter mais cuidado na distribuição do ano que vem (se ainda estiver na prefeitura), mas, ao invés disso, tentou negar o óbvio, respondeu com nota atacando quem repercutiu a denúncia e, pior, registrou Boletim de Ocorrência contra o parlamentar Eduardo Sá e a imprensa livre que tratou do assunto.

A lei orgânica do município deixa claro que "o vereador é inviolável pela palavra, opinião e voto". A imunidade parlamentar torna inútil, portanto, uma prefeita tentar processar um vereador por cumprir a sua obrigação. Tentar processar jornalistas que repercutiram a denúncia do parlamentar nem se fala.

O episódio do peixe podre, infelizmente, é apenas um exemplo do cenário geral deste início de governo. Sucedendo uma administração tão rejeitada, tinha tudo para estar em alta, mas a mistura de incompetência, com arrogância e falta de projeto estratégico para a cidade fazem o governo patinar neste começo. Pelo bem da cidade, espero sinceramente que melhore.

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