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Neutralidade. Coerências e incoerências


Flávio Dino está com tudo e não está prosa.

Neste segundo turno das eleições de São Luís não tem como derrotá-lo. Com Holandinha Flávio Dino vence, com Castelo ele também não perde.

Ainda aguardasse o posicionamento dos candidatos que ficaram no primeiro turno, a não ser Washington Luiz (PT), este já decidiu pela neutralidade e foi criticado pelos que vêem em Edvaldo Holanda Jr a expectativa de uma mudança política.

Então vamos lá. Holandinha, filho de um dos mais experientes e tradicionais políticos do Maranhão, filiado à uma sigla de aluguel, ex-sarneysta, ex-castelista é "o novo" porque tem 34 anos, porque tem o apoio de Flávio Dino (que há quatro anos ele dizia representar um risco) ou porque tem como vice Roberto Rocha ex-PSDB, filho e pai de políticos que usa o discurso anti-oligarquia? Escolha o melhor argumento.

Não, não há grandes diferenças entre as duas candidaturas, cujas lideranças já se encontraram na calada da noite em reunião secreta durante a campanha. O que está em jogo é a preparação para a eleição de 2014 e, como já disse, Flávio Dino já ganhou esse round.


Neutralidade incoerente

A deputada Eliziane Gama (PPS) saiu vitoriosa com a votação que alcançou no primeiro turno com pouco espaço na mídia, estrutura partidária fraca e e poucos recursos, mas deixa a lógica de lado ao concordar com este Blogue e dizer que não há diferença entre Castelo e Holandinha.

Ora, até dia desses ela formava o quarteto fantástico de Flávio Dino com Tadeu Palácio, Roberto Rocha e Holandinha, de onde deveria sair um candidato a prefeito apoiado pelos outros. Ou seja, formou o grupo com a expectativa de ter ser a escolhida, porém, preterida, nivela os demais por baixo.

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