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A eles só resta tentar atacar


Antes certos da vitória, eles atacam tudo e todos
que ousarem discordar das suas pretensões


"Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa"

(Martin Luther King Jr.)


Costume-se dizer que na política explicar é perder tempo porque seu adversário não quer ouvir suas razões e para o seu aliado não precisa explicar, ele confia em você. De qualquer forma, devo satisfações ao público, que servi como secretário de Assistência Social, e, admito, causa-me um certo prazer rebater argumentações tão distorcidas e acusações tão frágeis.

Nos últimos dias fui alvo de uma campanha orquestrada que tenta em vão ferir minha credibilidade. Não me espanta, nem me intimida. Os ataques são fruto da minha atuação política, que tem incomodado os que não contam com o meu apoio e do meu partido, o PT, para trazer de volta ao poder a truculência, a mentira e o atraso.

Na defesa cega do grupo político de Isaías, o homem que atrasava salário porque queria ser bom demais, o professor Enedilson, aquele que não gosta de sala de aula, escreveu recentemente texto no qual só faltou me culpar pelo assassinato do jornalista Décio Sá. Falou da minha vida pessoal e tentou fugir do óbvio: não foi trabalhar, teve o salário cortado, de acordo com a lei.

O Dr. Ernani Maia, porta-voz de Isaías no facebook, por sua vez, inventou uma investigação na qual eu seria acusado de ter beneficiado com intenções eleitorais 300 famílias no programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Poderia até me poupar o trabalho de responder a provocação, visto que o parlapatão, covarde que é, não teve a coragem sequer de citar meu nome na sua escrita. A coragem, meu caro, é característica condicionante para quem quer posar de herói, a História não costuma perdoar quem falta com ela.

Para se ter idéia do absurdo, a suposta investigação, da qual ele chega a dar informações precisas, estaria sendo realizada pela Caixa Econômica Federal. Ora, além de aprovadas no Cadastro Único dos Programas Sociais (CadUnico), cada uma das mil famílias beneficiadas pelo programa em Chapadinha teve elaborado um dossiê com todos os seus documentos aprovados pela própria Caixa Econômica Federal atestando que se encaixam no perfil do programa. A acusação que pesaria contra mim, portanto, pesaria igualmente contra quem estaria investigando.

Segundo a própria CAIXA, não há nenhuma investigação desta natureza, muito menos meu nome está sob suspeita pela entidade. Mas não pode ficar por isso mesmo. Como o inocente acusado é sempre o mais interessado na investigação, procurei o Ministério Público hoje e protocolei pedido de investigação. Fica a dica: denúncia é pra ser investigada pelos órgãos competentes, não é pra servir de cambalacho.

Confiando que o Ministério Público, e não um fórum do facebook, investigará as denúncias com isenção e o rigor necessário, lanço um desafio ao defensor-mor de Isaías e sua trupe: Se for comprovado que favoreci uma única pessoa no programa, eu retiro a minha pré-candidatura e pedirei voto para sua pré-candidata. Caso contrário, o inverso. Será que ele topa?

Tenho certeza que não topará. O episódio é apenas uma desesperada tentativa de mostrar serviço ao seu grupo político e garantir seu lugar na fila para ser um dos doze secretários de Saúde do possível futuro governo Isaías-Dulcilene.

Sei que outros ataques virão e até piores. Eles queriam que eu ficasse calado vendo os cupinchas de Isaías falando em ética e moralidade como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. É muito difícil...

Como eu não vou me calar, continuarei incomodando e muito. Já soube, inclusive, que há serviçais destacados para a tarefa de acompanhar todos os meus passos durante a campanha eleitoral e gravar tudo para tentar cassar um possível mandato, é me dar muita importância mesmo. O episódio que ocorreu na escola Dr. Almada Lima Filho no dia da eleição de 2010 mostra que não sou eu quem devo temer flagrantes.

É lamentável ver o árduo trabalhador dentista tentando formar opinião se valendo das mesmas práticas pebas de sempre. Não lhe cai bem este papel. 

Comentários

Cleum Almeida disse…
Fico triste de mais ao ver vc utilizar o nome Martin Luther em seu texto, vc tão diferente dele, ele tinha uma causa, sua preocupação era com outro, com uma massa oprimida, a sua é consigo mesmo e com seu grupo político. E antes que me acuse de peba, ou sei lá, deixo claro que jamais voltaria no Isaias e mt menos em vc e na Danúbia ou Magno, ou na Enir. Sou filha da periferia de Chapadinha, conheço mt bem a realidade desse povo e tb as "discussoes políticas" (se é q posso chamar assim) dos cabeças chapadinhenses, todos preocupados em se manter no poder e, lógico
com o próprio bolso. Só me pronuncio aqui, pq de fato fico mt triste em ver vc citar Martin Luther.
Eduardo Braga disse…
Respeito sua opinião, mas discordo peremptoriamente.

Tenho serviços prestados à população chapadinhense na prática, diferente de quem só fica reclamando no discurso. Minha causa é a melhoria das condições de vida do povo mais pobre e a criação de oportunidade para todos. Por isso milito no Partido dos Trabalhadores, o partido que está mudando o Brasil e vai mudar Chapadinha.

Comecei a fazer política fazendo oposição ao governo Arruda, em Brasília,com 70% de aprovação popular. Fui às ruas e ajudei a derrotar aquela quadrilha. Dizer que faço política pensando no meu bolso é coisa de quem não me conhece.
Anônimo disse…
De fato, não conheço sua história e nem seu verdadeiro discurso, conheço a do grupo que você apóia, que não mandava merenda escolar pra crianças da rede municipal, entre outros absurdos, e que nunca teve compromisso com a gente pobre dessa cidade. Não fico militando no sofá não, meu querido, só não tiro uma foto minha e posto na mirante toda vez que faço algo por aquilo que acredito. E não se preocupe, tenho compromisso e atuação e estou trabalhando e estudando para que um dia alcance mais pessoas, (não e´ na política partidária) ,inclusive trabalhadores escravos como aqueles que foram achados na fazendo do ex-deputado Antônio Bacelar, outro do seu grupo. Se me pronunciei, coisa que não faço ha mt tempo nesses blogs chapadinhenses, e´´ justamente pq sei que o discurso de Martin Luther não pode ser nunca comparado com o do grupo político que vc representa no momento, que eu conheço as ideias,inclusive da ilustre , tive o desprazer de ouvir seus argumentos, que argumentos.... Mas,afinal compreendo sua postura, vc tem que defender, e´ o seu papel. Lembro de Demóstenes com aquele ar de bom moço, justo e dono da verdade discursando sobre o mensalao. Era o papel dele, a gente sabia, a gente não acreditava..... mas ele estava cumprindo sua encenação, e´ jogo político.
Eduardo Braga disse…
O papel de Demóstenes é o do falso moralista. É daquele que aponta o erro do outro sem lembrar que faz pior.

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