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Eduardo Braga fala sobre decisão do PT de continuar com o governo municipal

Do blog Interligado



O secretário de Assistência Social do município, o petista Eduardo Braga, concedeu entrevista ao nosso blog falando sobre a reunião que ocorreu na noite dessa segunda-feira, 19, entre os membros do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), que culminou na decisão pela reafirmação da aliança do partido com o governo Danúbia Carneiro.

Iniciei nossa conversa perguntando: - O que você achou da decisão de permanência do PT no governo municipal?

EDUARDO BRAGA – Avalio como acertada a decisão. O acordo do partido com a prefeita e com o deputado Magno Bacelar, foi firmado com base em 07 pontos de uma pauta de reivindicação. Nesses 06 meses houve avanços, mas ainda há a cumprir.

BLOG - Quais seriam esses avanços e o que precisa melhorar?

EDUARDO BRAGA – Posso citar como exemplo o Fundo da Infância e Adolescência (FIA), que recebia mensalmente 0,1% dos recursos do Fundo de Participação do Município (FPM). Nós pedimos à prefeita que esse índice fosse ampliado para 0,5%. Através do diálogo interno no governo conseguimos que o repasse aumentasse para 0,3%. É o ideal? Não, mas foi um avanço. Além da estruturação da agência do Sine (Sistema Nacional de Emprego), que foi realizada, e do fortalecimento dos Conselhos Municipais, que está em curso.

BLOG - O principal argumento de quem defendia a saída do PT do governo municipal era a falta de autonomia dos secretários petistas e a falta de transparência do governo. Como secretário e membro do partido, o senhor concorda com esse posicionamento?

EDUARDO BRAGA – Esta é a primeira experiência como gestores públicos dos dois secretários indicados pelo PT. Portanto, era necessário um período de conhecimento e aprendizagem antes de termos a autonomia necessária. No que tange a transparência, eu acredito que o público deve ter pleno acesso a todas as receitas, aos gastos, aos contratos e às questões funcionais de toda a administração pública.

BLOG - O senhor era uma das pessoas que defendia a permanência do PT no governo. Que argumentos foram usados para convencer os demais membros dessa necessidade?

EDUARDO BRAGA – Veja bem, durante esses 06 meses nós estivemos cortando gastos, entregando prédios alugados, renovando contratos, comprando materiais, enfim, arrumando a casa (Secretaria de Assistência Social – SEMAS), e agora que nós teremos as condições de mostrar muito mais trabalho, romper seria desperdiçar uma grande oportunidade de mostrar serviço e a contribuição do PT para o município.

BLOG – O senhor acha que essa decisão é definitiva ou ainda há possibilidade de ser revestida?

EDUARDO BRAGA – Como disse anteriormente o que fizemos foi um acordo. Enquanto a prefeita cumprir com o que ela se comprometeu, nós manteremos e reafirmaremos a aliança. E, convenhamos, não tem sentido sair no momento em que o governo vem melhorando.

BLOG – Há rumores de que pessoas ligadas a grupos de oposição tentaram influenciar o rompimento do PT com o governo municipal. O senhor tem conhecimento disso? Foi demonstrado esse tipo de sentimento por aqueles que defendiam essa saída do governo?

EDUARDO BRAGA - Não foi demonstrado e eu não acredito nessa possibilidade. A saída do PT seria negativa para o governo, e portanto, é natural que quem é contra o governo espere esse rompimento, mas eu acredito que isso não influência os companheiros. Acontece que o PT é um partido vivo, democrático, com uma militância orgânica, que se reúne, debate e é natural a divergência interna. O importante é nos manter unidos e fortalecer o PT também no nosso município.

BLOG – Até essa aliança com o governo municipal o PT era tido como um partido de extrema esquerda. O senhor acha que esse período foi o suficiente para quebrar certos tabus?

EDUARDO BRAGA – O PT é e sempre será um partido de esquerda. A melhor definição foi a que o ex-presidente Lula deu no último congresso nacional do partido: “O PT é milhões e milhões de pessoas no anonimato, fazendo política e querendo mudança”. Agora desde a eleição do ex-presidente Lula que foram quebrados alguns paradigmas. O PT compreendeu que muitas vezes é necessário fazer alianças para se fortalecer e ocupar espaços para implementar políticas públicas com a cara do partido, e é isso que nós queremos para Chapadinha.

Antenor Ferreira

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