Pular para o conteúdo principal

Quando se luta em defesa do que se deveria combater



O nova direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Chapadinha (Sindchap), alinhada politicamente ao grupo de oposição do município, vem anunciando uma série de manifestações pedindo que a administração municipal pague abono salarial aos professores da rede ensino municipal.

Mais do que um pedido, o abono virou a única bandeira do Sindicato. Desde a posse da nova direção não se tem notícia de qualquer outra reivindicação pública da entidade. Só, e tão somente, a exigência de abono salarial.

Triste início de gestão.

A política de abono salarial é algo que deveria ser combatido por qualquer entidade sindical que defenda a valorização profissional da sua categoria. De que adianta uma categoria receber abono às custas de viver sobrecarregada, com os salários achatados e tendo seus direitos desrespeitados? É isso que defende, por outras vias, quem quer que o governo pague abono ano após ano.

O abono é um dinheiro que o profissional recebe uma vez e passa o resto do ano sem tê-lo. Se o Sindicato acha que há espaço no orçamento para mais gastos com folha de pagamento, o correto seria exigir do governo aumento do salário base dos professores. Isso sim valoriza o profissional e dá a certeza de aumento real na renda mensal da sua família.


Por que não haverá abono

Os municípios recebem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básiva e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e tem a obrigação legal de utilizar pelo menos 60% do valor com o pagamento de professores. 

Alguns municípios, que tem poucos docentes ou onde estes profissionais recebem mal, pagam um abono para alcançar o mínimo previsto em lei, de 60%. Este, felizmente, não é o caso de Chapadinha. Nosso município tem mais de mil professores na rede pública municipal, todos concursados (!), alcançando uma média de um profissional para cada 23 alunos.

Além disso, a direção anterior do Sindchap conquistou o tão sonhado Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para os professores e é respeitado no município o Piso Nacional do Magistério. 

Somando-se esses fatores, os gastos com folha de pagamento dos professores com recursos do Fundeb chegaram a 72,9% no ano passado. Quase 13 pontos percentuais acima do mínimo exigido na lei.

Se, no final do ano, o índice estiver abaixo dos 60% haverá abono. Caso contrário, a prefeita certamente não vai agir de forma populista e dar abono sem o município ter condições para isso. O tempo do populismo já passou em Chapadinha.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DE NOVO: BELEZINHA TENTA COMPRAR CANDIDATO A VEREADOR E É DENUNCIADA À POLÍCIA

Dinheiro entregue à Polícia Festejada nas redes sociais pela ex-prefeita Belezinha e seus partidários, a adesão do candidato a vereador Lucídio se revelou mais um escândalo que abuso de poder econômico. Anúncio de adesão pela manhã Horas depois do anúncio, Lucídio registrou Boletim de Ocorrência acusando a coligação adversária de lhe ter entregado R$ 5 mil para ele se deixar fotografar ao lado da candidata e apoiá-la. Ao registrar o BO, o candidato apresentou aos policiais o valor que lhe foi entregue, e áudios das conversas entre ele e intermediários da ex-prefeita. Num deles o conhecimento da candidata sobre as negociações é confirmado. A versão foi confirmada por uma testemunha que presenciou a entrega do dinheiro. Após perícias as provas deverão ser encaminhadas para o Ministério Público Eleitoral e nova denúncia de abuso de poder econômico deve ser apresentada contra a candidata. Denúncia feita à tarde Belezinha responde no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ação semelhante p

EM PRIMEIRA MÃO: EX-PREFEITA PERDE O MANDATO DE DEPUTADA

Durou pouco a passagem da ex-prefeita Ducilene Belezinha (PL) na Assembleia Legislativa do Maranhão. Ela havia sido empossada no cargo de deputada estadual no mês passado devendo favor ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) que determinou que a esposa, Detinha (PL), saísse de licença. Ocorre que Belezinha foi apenas a quinta suplente da coligação, e sua a posse dependeu do falecimento de um deputado e a nomeação de três parlamentares no secretariado do governador Flávio Dino, mas um deles voltou ontem (6) para o legislativo, aliás, uma secretária: Ana do Gás (PCdoB). Parlamentar com votação expressiva em Chapadinha na eleição de 2014, quando teve o apoio do hoje prefeito Magno Bacelar, a comunista ocupava a Secretaria de Estado da Mulher, mas decidiu reassumir o mandato de deputada levando a ex-prefeita de volta à condição de suplente. Festejado com carreata organizada por seus apoiadores com pouquíssima participação popular, o mandato de Belezinha na Assembleia durou 13 dia

ORINALDO ANUNCIA ROMPIMENTO COM MAGNO E APOIO A HIGOR ALMEIDA

O ex-vereador Orinaldo Araújo, esposo da vereadora Missecley, gravou hoje mensagem para anunciar seu desligamento do grupo político do prefeito Magno Bacelar. Ao lado de três dos seus quatro filhos Orinaldo afirmou que ainda não conversou com o Higor Almeida, mas apoiará sua candidatura. “É o que candidato que representa realmente aquilo que a gente pensa, aquilo que a gente quer pro nosso município”, afirmou. Havia chamado a atenção do meio político as ausências de Orinaldo e Missecley do primeiro comício de campanha do prefeito, realizado no bairro em que eles moram e têm forte base eleitoral. A insegurança jurídica da candidatura do prefeito e o forte desgaste apresentado nas pesquisas de opinião devem gerar novas adesões nos próximos dias.