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MOBILIDADE URBANA E O TRÂNSITO DE CHAPADINHA

Por Herbert Lago Castelo Branco, com grifos do Blogue


Os Chapadinhenses têm manifestado cada vez mais preocupações com os deslocamentos diários. Não é para menos: acidentes de trânsito, protestos por melhores salários, falta de estacionamentos e pequenos engarrafamentos constituem pesadelo diário para quem vai de casa à escola, ao banco, ás compras etc.


Tal situação não chega a surpreender, infelizmente. O fato é que Chapadinha jamais foi pensada estrategicamente com planejamento e visão de futuro no que tange a uma adequada política de mobilidade.

Parabenizo a iniciativa da Prefeita Danúbia Carneiro, na tentativa de reorganizar o trânsito de Chapadinha com a colocação de mais semáforos e placas de sinalização, mas numa cidade que cresce a taxas superiores à média estadual, é um equívoco vislumbrar a política de mobilidade urbana sem um Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade, pautada somente em sinalização e asfaltamento de vias públicas. É preciso pensar nas pessoas, na economia, nos meios de transporte e em investimentos em infraestrutura, tais como: calçadas e ciclovias, em busca de um desenvolvimento urbano sustentável.

Devemos organizar nossos espaços adequadamente, para tanto, é fundamental que as oportunidades de emprego e negócios não fiquem restritas às áreas centrais de Chapadinha.

Pensar em postos de trabalho nas regiões periféricas é trabalhar na solução de problemas sociais e urbanos. A expansão geográfica da atividade econômica melhoraria a qualidade do ar e reduziria o fluxo de veículos no centro da cidade. Além disso, Chapadinha precisa de um sistema cicloviário que incorpore definitivamente as bicicletas como meio de deslocamento viável e seguro. Nossa cidade é plana e bem arborizada, não pode ser considerada a cidade inimiga dos pedestres. A construção de calçadas mais amplas e seguras favorece o deslocamento, além do respeito devido às pessoas com mobilidade reduzida – grávidas, idosos, pessoas com deficiência. Calçadas adequadas podem estimular o morador a deixar o carro ou a moto em casa em vez de utilizá-los para deslocar-se ao comércio local, à escola, à igreja ou ao banco.

Temos que transformar os investimentos em infraestrutura em um legado duradouro para toda a sociedade.

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