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Contra qualquer tentativa de Golpe, Monteiro é nosso Presidente

Paulo Romão,
Dirigente Estadual do PT

Caros companheiros,

Neste momento em que a disputa política em torno da sucessão da Governadora Roseana se acirra, é natural que os ânimos se assenhem, no sentido de demarcar posições no jogo político. A sucessão estadual de 2014, passa necessariamente pelo fortalecimento do PT que, dependerá fundamentalmente do desempenho eleitoral petista em todo o estado, independemente do caminho que trilharemos em 2014.

Parte da Comissão Executiva nos acusa de promover o desgaste do PT. Dizem que os 'escândalos' sepultam nossa ética, dilaceram nossa história, minam nosso futuro. Contrariando a pregação, instalam um itento lacerdista de pedir o afastamento e-ou licença do Presidente Monteiro, o que está totalmente descartado.

Qualquer tentativa de afastar nosso Presidente deve ser encarada como tentativa de golpe, e como mulheres e homens de esquerda, sabemos qual é o tratamento que damos aos golpistas.

Nem tudo pode ser legítimo para fins de disputa. È sabido de todos que, lulisticamente falando, nunca antes na história deste estado o PT esteve no centro da sucessão estadual. Não me refiro somente ao espaço que ora ocupamos no governo do Estado, mas porque construímos um cenário de disputa em que qualquer ação passará pelo PT. È impossível discutir 2012 ou  2014 sem consultar o PT, sem saber o que o PT vai dizer ou fazer. Isto está fundamentado, não simplesmente pelo fato de ter a maior bancada de deputados federais da Câmara, o que nos proporciona um bom tempo televisivo, fundamental na disputa política midiática que travamos desde o nascimento do PT, mas porque o PT vai governar o Maranhão, é só uma questão de tempo.São livres e necessárias as análises do caráter conservador de nossa aliança e nosso governo.Todos sabemos que damos um primeiro passo rumo à hegemonia.

Internamente, reconheço que nenhuma das forças políticas foi capaz de buscar o consenso cobrado por muitos, mas amplamente defenestrado. Ainda assim, algumas iniciativas pontuais conseguem dar funcionalidade às instâncias partidárias.

Muitos de nós contribuímos efetivamente para que o PT maranhense seja este emaranhando de contradições, tensões, ambigüidades, pluralidade e, sobretudo irracionalidade, que nos impõe uma lógica suicida de extermínio mútuo. O inimigo mora ao lado, aliás, senta ao lado nas reuniões das instâncias partidárias. A luta ideológica contra o conservadorismo político da direita não é feita por nós em nenhum momento.

Todos os companheiros do "campo da resistência" podem e acho que devem tecer toda e qualquer crítica à eleição do Monteiro. O exercício da crítica é livre e aconselhável.

Todos os companheiros petistas que já foram gestores públicos sabem muito bem o que significa o dilema weberiano de buscar o equilíbrio entre a ética da responsabilidade e a ética das convicções, no caso das nossas, convicções socialistas de uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais solidária.

Mesmo àqueles que certamente não cometeram ilegalidade no trato da coisa pública, caso em que incluo nosso Presidente Monteiro, estão passíveis de desonestidade no trato das informações acerca de suas ações. Todos sabemos que Monteiro não foi gestor público do INCRA e como poucos entre nós, contribuiu de forma efetiva e resoluta, para mudar os índices de pobreza rural neste estado, fazendo avançar, num quadro de contradições e interesses escusos alheios à sua vontade, a política de reforma agrária no Maranhão.

Todo gestor público está passível de investigação a qualquer momento. A diferença básica reside na motivação da investigação. Monteiro não cometeu nenhuma ilegalidade para estar sendo acusado desta forma vil, e nisso reside nossa tranqüilidade e abastece nossa motivação para defendê-lo sempre e sempre destas infâmias que se lançam contra todos nós. Neste momento e sempre SOMOS TODOS MONTEIRO e MONTEIRO SOMOS TODOS NÓS.

Eu mesmo, motivado pelo sentimento mesquinho de vingança e raiva em razão do ataque que sofri, já engrossei aqui no PEDPT, o coro das especulações sobre a probidade administrativa do companheiro Jomar, quando prefeito de Imperatriz. Vejo neste instante, muitos companheiros cometendo o mesmo erro que cometi ao me associar à suspeição comprovadamente infundada. Reconheço que jamais deveria ter aventado qualquer suspeição sobre algo que ainda é objeto de investigação pelas instâncias competentes. Em momento oportuno,  Jomar terá minhas colocações para avaliar.

Com este relato, não os quero sensibilizar, mas somente acentuar a dor e o sofrimento que todos passamos quando acusações são lançadas com o intuito de macular nossa honra, nossa trajetória, nossa vida política e, sobretudo familiar.

Acredito que todos somos homens e mulheres de bem. Portanto, nenhum de nós por maiores contradições e divergências que encerremos, jamais deve ser tratado como bandido.

Lamentavelmente, a primeira disputa se dá no âmbito da politicagem, de forma suja e desonesta, em que lutamos contra o assassinato de nossas reputações, nossas biografias, contra a possibilidade de extermínio moral nosso.

Nestes dias eu, Fernando Magalhães e Monteiro estamos no olho do furacão. Sem problematizar aqui novamente as razões pelas quais a disputa chegou a este nível, qualquer um de nós está passível de sermos lançados às chamas a qualquer momento, por razões alheias às nossas falas, ações e intenções.

Não desejo isto a ninguém.

Peço responsabilidade aos companheiros que vêem nestes episódios a oportunidade de liquidação moral e política nossa. Responsabilidade na cobrança da apuração das denúncias, responsabilidade no trato das informações. Responsabilidade na tentativa de desequilibrar nossa frágil.Peço responsabilidade na condenação sem provas de um companheiro que todos sabemos sua trajetória de vida.Monteiro é uma pessoa pública.È companheiro, leva o socialismo a sério.Sabe melhor que ninguém a importância da solidariedade que nos tem faltado a todos.

O trabalho investigativo está sendo feito.Esperemos pelo resultado. Não se lancem neste intento de condenar previamente, argumentando as especulações.

As conspirações lacerdistas partem de todos os lados neste momento. Mesmo encobertas com o manto da suposta legalidade, da suposta necessidade de transparência e do amplo direito de defesa, não conseguem esconder o intento mais sórdido de sacar do comando do PT sua maior liderança.

As saudades de 2005, em que o episódio do mensalão nos vitimou e nos gerou baixas, nos legou também responsabilidades que jamais devemos esquecer. A prerrogativa constitucional da presunção de inocência ainda não foi revogada.

Monteiro é nosso Presidente! Nenhum outro dirigente  irá presidir nosso partido aqui no estado sem passar com louvor pelo crivo do PED. Nossa tradição tem sido esta.

Nenhuma conspiração tramada nos gabinetes parlamentares da Assembléia ou Câmara Federal será capaz de desapear o desejo de nossa base, expressa no último PED que elegeu Monteiro nosso Presidente do PT.

Responsabilidade, companheirada.

Abraço,
Paulo Romão
Dirigente Estadual do PT



Texto originalmente publicado no PEDPT, espaço interno de discussões do PT-MA, e reproduzido sob autorização

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