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Anselmo Raposo: “Deixei a Seduc com a consciência do dever cumprido. Estou à disposição do meu partido para contribuir com o Maranhão”

Do Blog do Robert Lobato:




O ex-secretário de Estado de Educação, Anselmo Raposo, falou com exclusividade ao JP On Line  sobre a sua exoneração da Seduc. Raposo afirmou que deixou a pasta com a consciência do dever cumprido e que mudanças nos governos são naturais e fazem parte do jogo político.
O petista disse ainda que não guarda ressentimento de nenhum aliado de partido, inclusive do vice-governador eleito Washington Luiz, que, segundo foi divulgado na imprensa, teria sido o autor do pedido da sua exoneração junto à governadora Roseana Sarney. Para o ex-secretário, Washington Luiz não é dono de secretaria alguma, pois quem em última instância determina quem fica ou que sai é governadora Roseana Sarney
Economista e mestre em Administração, Anselmo Raposo é professor do Departamento de matemática e informática, da Universidade Estadual do Maranhão. Ocupou vários cargos de direção na UEMA, entre os quais o de pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação. A seguir, os principais trechos da entrevista de Anselmo Raposo.
IDA PARA SEDUC
Aceitei assumir a secretaria de Educação num momento muito difícil do PT. Fui chamado para cumprir a missão de demarcar uma posição política dentro do partido e dentro do governo Roseana com que temos uma aliança chancelada pela direção nacional do PT. Fui convidado pelos companheiros Washington Luiz, presidente do partido Raimundo Monteiro, Rodrigo Comerciário, enfim, pelas principais lideranças locais que defenderam a aliança com PMDB aqui no Maranhão, tal como queria o presidente Lula e a então candidata Dilma Rousseff. Aceitei o desafio em nome do partido, tanto a nível nacional, quanto estadual.
ESTRUTURA VICIADA
Nunca achei que ao tomar posse na Seduc iria num passe de mágica mudar uma estrutura que há anos vem mantendo uma série de vícios. Lutei para dirimir esses vícios até onde foi possível política e administrativamente. Não me faltou apoio da governadora em muitos momentos e também do meu campo político dentro do PT. Claro que o ideal seria eu assumir a secretaria podendo formar uma equipe basicamente por petistas ou pessoas mais afinadas com a política educacional do partido, mas o governo não é do PT, é um governo de coalizão, onde o PT terá mais força a partir de agora com a vitória, nas urnas, da aliança do nosso partido com o PMDB da governadora.
DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃOFui bombardeado por uma série de factoides que tentaram passar como fatos reais. Tenho convicção que fui vítima de uma armação de setores políticos conservadores que não admitem que a governadora Roseana Sarney entregue a secretaria de Educação ao PT. Armou-se uma rede de falsas denúncias cujo único objetivo era me derrubar de qualquer jeito da Seduc. Essa rede de factoides foi acionada de forma sistemática contra mim. Aliás, já estou acionando alguns jornalistas e blogueiros que terão que provar, na Justiça, todas as acusações que fizeram contra mim.
EXONERAÇÃO E RESSENTIMENTOS
Não há motivos para guardar ressentimentos de ninguém, muito menos de companheiros do meu partido. Tenho compreensão de que o cargo de secretário de Educação não era meu, assim como não é do vice-governador eleito Washington Luiz ou de qualquer outra pessoa. Os cargos são da governadora Roseana Sarney em última instância. Ela é quem determina quem fica ou que sai do governo. Deixei a Seduc com a consciência do dever cumprido, pois os meus acertos foram bem maiores do que algum erro que cometi.
NOVOS PLANOS
Sou filiado ao PT há mais de 20 anos. Ajudei a construir esse partido e não me furtarei a continuar ajudando a construí-lo. Estou convencido de que temos o melhor projeto de nação, sociedade, cidadania etc. O governo Lula mostrou isso e o próximo governo liderado pela companheira Dilma avançará ainda nas nossas políticas, sobretudo nas políticas sociais.
Estou convencido de que o PT maranhense acertou ao escolher uma aliança local com as mesmas forças que sustentaram o governo do presidente Lula e que sustentarão o da Dilma. Ou seja, o partido está correto ao apostar numa aliança política estratégica com o PMDB e com a governadora Roseana Sarney. Contudo, sei que há uma diferença entre as intenções da governadora e dificuldade de setores do governo em engolir o PT. Estou à disposição do meu partido para contribuir com o Maranhão, seja diretamente no governo Roseana através do Conselho de Gestão, o qual ela me convidou, ou quem sabe através de algum posto na estrutura do governo federal, em Brasília.

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