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Uma inelegibilidade eminente

O governador cassado Jackson Lago diz que sua nova candidatura ao governo do estado é um "dever moral", pra mim é apenas teimosia brizolista. O velho Leonel Brizola tinha mais qualidades, mas um dos seus defeitos era achar que só ele podia ser herdeiro político de Getúlio e Jango. Hoje, Jackson acha que só ele pode liderar a oposição maranhense.

Seus apoiadores antes o defendiam com unhas e dentes na ilusão do que poderia ser seu governo. Passados os mais de dois anos de fracasso da sua administração, falta ânimo para fazer sua defesa e, sobretudo, dinheiro para fazer sua campanha.

Mas o maior problema da campanha Jackista é a ameaça de indeferimento do seu registro de candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral. Graças à sua cassação do governo do estado pelo mesmo TSE, Jackson pode ser considerado um "ficha suja" e ficar inelegível (clique aqui e leia minha opinião sobre a "ficha limpa").

Diante a real possibilidade de Jackson ser ceifado da disputa eleitoral, seus apoiadores especulam sua substituição pela esposa, Clay Lago, pelo filho, Igor Lago, e, com menos chance, pelo candidato a senador Edson Vidigal. Tudo menos unir a oposição.

Essa falta de projeto conjunto faz com que a derrota da oposição seja ainda mais certa do que a cassação de Jackson.

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