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Flávio Dino, o preparado, perdeu uma grande chance

Flávio Dino deixou a magistratura há quatro anos para investir na carreira política, mas não perdeu a arrogância característica da categoria. Isso foi o que ficou claro no debate realizado ontem entre os candidatos a governador do Maranhão pela TV Mirante.

O candidato comunista deveria ter se lembrado do debate que teve no segundo turno da eleição para prefeito de São Luís em 2008, contra João Castelo. De tão "preparado" sua postura naquele debate deixou a marca de arrogante.

Dos outros candidatos não se esperava muito. Jackson Lago sempre que perguntado sobre planos para o futuro falava sobre o que fez como prefeito e governador. Não parecia candidato ao Palácio dos Leões, mas candidato apenas para defender sua biografia, o que seria compreensível já que o dia 3 de outubro pode um melancólico ponto final na sua trajetória política.

Roseana Sarney ficou o tempo todo na defensiva. Sendo cobrada pelo seu governo e por todos os passados, até os de João Castelo, Luís Rocha e Zé Reinaldo, Roseana apenas repetiu as proposta já apresentadas no programa eleitoral. O momento de maior destaque foi quando reclamou: "Dá próxima vez eu acho melhor chamarem o Zé Sarney para vir debater aqui. Vocês só querem falar dele".

O único destaque positivo foi Saulo Arcangeli. O candidato do Psol não se limitou a criticar a atual governadora e também apontou as contradições de Jackson Lago, que nada fez de diferente enquanto ocupou o Palácio dos Leões, e de de Flávio Dino, que diz representar o novo aliado a Zé Reinaldo e Humberto Coutinho. Nervoso ao ser contrariado, Flávio Dino acusou Saulo de estar a serviço da oligarquia. Lembrou até José Serra, que quando questionado por alguma pergunta fora do script sempre se sai com "isso é discurso do PT".

O debate pouco muda. A dúvida continua sendo se Roseana será eleita no primeiro turno.

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