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Em nome da reconstrução

De acordo com o vernáculo, oportunismo é a tendência a sacrificar os princípios, para transigir com as circunstâncias e acomodar-se a elas. O senso comum tratou de estabelecer um sentido mais incisivo a palavra e deu um caráter menos ortodoxo. Oportunista, no bom português do dia-a-dia dos brasileiros, é aquela pessoa que - de maneira, muitas vezes, inescrupulosa - se aproveita das circunstâncias para conseguir bons resultados em seus projetos pessoais e, algumas vezes, inconfessáveis.No sentido político, o oportunista tem a conotação dada pela sabedoria popular. Essa figura nefasta emerge das profundezas da mediocridade para tentar viabilizar seus intentos que visam tão somente a satisfação dos seus desejos incônditos.

A maior crise política da história do País está desmascarando muita gente e deixando muito político nu à luz da visão do eleitorado. Não é só os envolvidos no escândalo deflagrado pela Polícia Federal com a operação Caixa de Pandora que estão tendo as vísceras expostas à opinião pública. Alguns políticos oportunistas estão mostrando para sociedade o que a pele de cordeiro esconde.

São pessoas que ainda não conseguiram ter a serenidade e espírito republicano suficientes para entender que o momento é de união. Principalmente daqueles que, ao menos em discurso, defenderam um projeto capaz de transformar Brasília em uma cidade com justiça social, democracia e organização urbanística. O racha interno de legendas que têm obrigação de apontar soluções neste sentido só prejudicam à população do Distrito Federal e deixam evidente que muitos companheiros têm projetos escritos apenas em volta do próprio umbigo.

Nós, moradores de Brasília, que sempre nos orgulhamos em dizer que as crises políticas e toda sorte de maracutaias urdidas debaixo dos panos do poder não eram endêmicas da capital, mas importadas de outros estados, estamos sangrando a cada nova denúncia. A necessidade de estancar o sangue e fechar as feridas abertas com a Operação Caixa de Pandora aponta para a construção de um governo de coalizão, com a participação popular, por meio dos movimentos sociais, igreja e partidos políticos que não foram abraçados pelas denúncias de corrupção.

Qualquer pessoa que esteja na contramão dessa proposta, está contra o povo de Brasília e contra a reconstrução da cidade. Os companheiros que estão pensando apenas nos seus projetos pessoais tem de abrir mão da mesquinharia. Estes, tenho certeza, não representam, e nem têm envergadura moral para isso, os anseios de mudança que a sociedade brasiliense espera do novo mandatário. A essas pessoas faço um convite, aliás, um pedido de um cidadão que quer dar a Brasília motivos para comemorar estes e os próximos 50 anos: deixe de atrapalhar.

Ninguém é maior do que o partido e que a vontade popular. O Partido dos Trabalhadores não é feito de nomes. Foi construído as duras penas por homens e mulheres que nunca abriram mão dos seus ideais de justiça social, dignidade, democracia e cidadania e não pode estar exposto nas páginas dos periódicos por causa de companheiros que não tem propostas concretas para o Distrito Federal, mas, e tão somente, projetos pessoais.
O PT e a população do Distrito Federal estarão unidos com Agnelo Queiroz na empreitada de reconstrução da cidade. Não deixaremos que os anos de atraso, de práticas coronelistas e de corrupção e todo tipo de imoralidade voltem a imperar pelas ruas da cidade. Esses anos estarão enterrados e receberão punição pelas graves evidências colhidas na Operação Aquarela. Nenhum companheiro pode atrapalhar a história e se colocar como obstáculo a reconstrução e ao desenvolvimento da capital.

Agnelo Queiroz é um força aglutinadora capaz de atrair forças políticas comprometidas com a cidade para a construção de um projeto abrangente de governo e, após a vitória nas urnas, a nomeação de um secretariado idôneo e de notório saber nas diversas áreas da administração pública. Agora, livre das obrigações com a presidência do partido, vou trabalhar para sedimentar, ainda mais, o nome de Agnelo Queiroz e o projeto transformador que ele representa. Esse é o melhor presente para os 50 anos de Brasília e o melhor caminho para preparar a capital para o primeiro século de existência.

Chico Vigilante é do Diretório Regional e ex-presidente do PT-DF, também foi deputado federal e distrital.

Comentários

Anônimo disse…
Eu, brasileiro, ainda não engoli o mensalão do PT. Depois disso, qualquer escândalo é fichinha.
E ninguém devolve o cargo para os eleitores.

Estou pensando em morar na Europa.
Marcelo Sá disse…
Tb concordo que Agnelo é uma força dentro do PT... pra mim ele é a melhor opção para o GDF caso se confirme a indicação do nome dele para a candidatura... Pra mim, Magela já era...
Anônimo disse…
Em depoimento à Justiça Federal na Bahia, no caso do mensalão, ainda inédito na imprensa, o publicitário Duda Mendonça revelou que entre 2001 e 2003 recebeu R$ 32,6 milhões do PT por sua atuação nas campanhas de Lula, em 2002, e de São Paulo e Rio de Janeiro. Do total pago pelo PT, R$ 10,4 milhões foram depositados em conta no Bank Boston, em Miami, “por exigência do empresário Marcos Valério”.

Duda contou que “todos os recebimentos foram combinados e autorizados” pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Duda também afirmou à Justiça que “àquele momento a imagem do PT não indicava possibilidade de existir pagamento com dinheiro escuso”. Sobre a grana depositada no exterior pelo PT, “era pegar ou largar” repetiu Duda Mendonça em seu depoimento à Justiça Federal.

E agor TCHÊ????

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