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Diploma pra quê?

O Supremo Tribunal Federal julgará logo mais a constituicionalidade da Lei de Imprensa instituida ainda na ditadura militar. O ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação, concedeu liminar no ano passado suspendendo a validade de 22 dos 77 dispositivos da lei.

Outro julgamento previsto para hoje no plenário do STF é o que diz respeito a obrigatoriedade do diploma para praticar jornalismo. O Ministério Público Federal, segundo o saite JusBrasil, é se manifestou a favor da extinção do diploma de jornalista.

Este humilde blogueiro, estudante de jornalismo, não pode deixar de se manisfestar. Na minha visão tal obrigatoriedade é, mais do que qualquer outra coisa, corporativismo dos jornalistas, estudantes e professores da área.

Uma das primeiras coisas que se ouve nessa discussão é que "para todas as profissões é necessário o diploma". E logo depois a pessoa que fala isso geralmente dá a entender que quem é contra a obrigatoriedade não dá importância à profissão de jornalista, balela. Cada caso é um caso. Nunca deixaria alguém me aplicar uma anestesia geral se não formado, com especialização e tudo mais. Porém, se o Washigton Olivetto, mesmo sem diploma, quiser fazer uma publicidade para este blogue eu prontamente aceitaria. E não estou desmerecendo a profissão de publicitário.

Outro argumento é o de que é necessário conhecer as premissas da profissão e a ética do bom jornalismo. Isto é verdade, mas a Miriam Leitão é formada em jornalismo, o Paulo Henrique Amorim idem, até a Lúcia Hippolito. Isto é, a posse de um diploma não significa qualidade, independência, ou sequer respeito à capacidade cognitiva do público.

Eu participei da cobertura da ocupação da reitoria da UnB, no ano passado, quando trabalhava no IG. Aprendi muito mais sobre jornalismo naqueles dias do que em todos os semestres que já cursei na faculdade.


Graduação vazia

Um dos grande problemas da imprensa no Brasil, na realidade, é o tal curso de graduação em Jornalismo. O sujeito sai da faculdade muito vazio e quer ser formador de opinião. Compreendo que jornalismo deveria, na verdade, ser uma pós-graduação a ser cursada depois do estudante ter se graduado em algo que lhe dê de verdade, como História, Sociologia ou outra ciência humana. A obrigatoriedade da graduação em Jornalismo é atrasada e autoritária.

Comentários

Unknown disse…
infelizmente são pessoas como você: desqualificadas!! Que atrasam e diminuem o mérito do jornalista!
Para ter prática é necessário que se tenha um embasamento téorico! ou você acha que estudar a história e evolução do jornalismo mundial e brasileiro não é importante? Português também é necessário (visto que você poderia ter revisado para que não contesse os erros que encontro ao ler isso que você chama de texto).

Opnião é muito boa mas quando ela vem acrescentar!
Você está perdendo seu tempo fazendo faculdade de Comuicação Social deveria fazer Agronomia e quando se frustar da carreira tentar ser um jornalista!

Ps: aceita o comentário para que as pessoas vejam que existe outro pensamento não tão "socialista" quanto o que você se diz ser!


Morgana Cruz
Assessora de Imprensa da Polícia Civil do Estado do Ceará e ESTUDANTE de JORNALISMO!
Eduardo Braga disse…
Morgana,

Quem atrasa e diminue o mérito do jornalista são aqueles que se escondem atrás de um diploma de Comunicação Social para cometer barbaridades e se defender evocando a liberdade de imprensa.

Não é verdade que para ter a prática seja necessário o embasamento teórico. Em outros países não é obrigatório o diploma de jornalista e aqui mesmo no Brasil muitos renomados jornalistas não o possuem.

Não disse que não é importante estudar o jornalismo, só não creio que deva ser obrigatório. Não é a mão forte do Estado que tem que vir me obrigar a cursar jornalismo. O mercado de trabalho e os desafios de profissão, talvez.

Perdão pelo português, mas continuarei a não revisar os textos que publico neste pouco acessado blogue.

Seu comentário foi aceito sim, porque opinião é boa, mesmo quando discordamos dela. Tem que haver sempre os dois lados de história, lembra? Quem ler este blogue poderá ver o que eu escrevi, o que vc escreveu e formar sua própria opinião. É pensando assim que este blogue se comporta e é assim que a grande deveria se comportar também, mas eles não precisam, eles tem diploma.

Eduardo Braga,
Estudante de Jornalismo, não menos do que você.
O que mais causa estranheza é que os apreciadores e defensores dessa ideia ridícula do diploma é que eles estudam os grandes feitos de jornalistas que sequer completaram os estudos em alguns casos.

Quando a depreciação da profissão; venhamos e convenhamos, jornalismo não é cirurgia cerebral. É muito mais uma questão de talento pessoal e dedicação do que faculdade.

Estão aí os gigantes da área para provar isso.
Ivina Carla disse…
Luiz Eduardo, defender a obrigatoriedade do diploma, exige também a luta pela qualidade no ensino dos cursos de jornalismo. Você diz que quando trabalhou na IG aprendeu mais do que nos semestre que cursou, então se você cursou, você exercitou na prática o que aprendeu na teoria. O que eu acho falácia é dizer que a universidade não é um espaço em que o estudante tem a oportunidade de se graduar em um ambiente plural, dizer que ao se formar os estudantes ao ir para uma redação precisam passar por um curso (esse curso é de linha editorial e política da emissoras de comunicação) e mais, dizer que o diploma de jornalista impede a liberdade de expressão. Sou estudante de jornalismo, defendo além do diploma, porque é sim uma valorização da profissão do jornalista, de poder se organizar também em uma categoria que defenda seus direitos. Quanto o diploma não ser garantia de uma apuração ética, infelizmente no nosso país e vc deve saber disso, algumas famílias são responsavéis pelos maiores veiculos de comunicação, então daí você já tem uma linha que vem de baixo pra cima, por isso a necessidade maior do estado tomar para sí a democratização dos meios de comunicação, para que os jornalista parem de ser perseguidos e possam exercer sua profissão de forma técnica, ética e teórica.
Ivina Carla
Eduardo Braga disse…
"(...)Sou estudante de jornalismo, defendo além do diploma, porque é sim uma valorização da profissão do jornalista(...)"
Anônimo disse…
??? O que tu quiz dizer com isso Braga?
Eduardo Braga disse…
Aquilo que já havia dito no texto:

"tal obrigatoriedade é, mais do que qualquer outra coisa, corporativismo dos jornalistas, estudantes e professores da área"
Ivina disse…
Defendo além do diploma, uma educação de qualidade!

P.S Você não postou a última mensagem.
Juliana Medeiros disse…
Braga, concordo em gênero, número e grau. Pra muitas profissões (administração, contabilidade, sistemas, etc) não é necessário diploma e são conhecidas as pessoas que a exercem com competência. O que existe é uma guerra por reserva de mercado e um corporativismo. Acho que jornalismo tinha que ser um curso de pós ou especialização porq na verdade o q aprendemos em 4 anos pode ser feito na metade do tempo (ou menos), técnicas de redação, etc. Antes de discutir a obrigatoriedade, devíamos estar concentrando esforços na briga por cursos superiores de melhor qualidade. O problema maior dos cursos de jornalistas hoje, ainda assim, não são os cursos, mas os alunos que são medíocres, desencantados, apáticos e saem se achando formadores de opinião mas detestam ler jornal, aliás, detestam ler qualquer coisa. O ideal deles é ser âncora de TV nos moldes das figurinhas de mídia que conhecemos. O Ribondi fez uma matéria sobre isso na Caros Amigos do ano passado.
Anônimo disse…
"Um dos grande problemas da imprensa no Brasil...". Pelo menos o Washigton Olivetto sabe escrever direito, né, meu caro?

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