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Estariam sem crédito?

O presidente da República, Lula, e o co-presidente José Serra se encontraram ontem. Para quê? Para posarem para fotos. Por que? Por que 2010 está bem aí.

Oficialmente, o motivo da conversa foi Serra falar a Lula que a saída para o problema do tráfego aéreo de São Paulo, e portanto do Brasil, é usar mais o aeroporto de Viracopos, de Campinas, como alternativa a Cumbica. Afinal de contas, quem manda é Serra, ora bolas.

Lula havia dito que São Paulo deveria ter um terceiro aeroporto, o governador (a propósito, ele também é governador de São Paulo) disse que Congonhas deveria ter uma terceira pista, depois mudou de idéia. A saída é Viracopos. Lula não deverá resistir à proposta (aviso que não há nesta frase nenhum trocadilho com relação a habitos etílicos do presidente. Nunca bebi nem um copo de suco de maracujá ao lado dele, imagine essas bebidas todas que dizem que ele "aprecia").

Não para por aí. Serra ainda foi pedir garantias que poderá privatizar a Companhia Energética de São Paulo (CESP) sem maiores dor de cabeça. Mas que fetiche por privatização que esses tucanos têm. Não sei nem porque a campanha a reeleição de Lula chamavam-lhes de duvidosos. Também há certeza ao se votar no PSDB. Certeza de que haverá privataria.

E depois? Depois eles viajaram juntos no "Aerolula". Pra onde? Pra São Paulo!!! Ora, por que não se encontraram em São Paulo? Por que não se falaram por telefone? Estariam sem crédito? Estariam com suas linhas cortadas? Não confiam na privacidade de uma linha telefônica para falarem sobre o que falaram publicamente?

O encontro foi obviamente político. Para aparecerem juntos, no Palácio do Planalto, frente a fotógrafos. Serra, eterno pré-candidato à presidência da República*, quer aparecer bem, ao lado daquele que será, ceteris paribus, o principal eleitor nas eleições de 2010.

E Lula? Lula quer agradar todo mundo.



*Ulysses Guimarães também era um eterno pré-candidato à presidência da República. Chegou a ser candidato em 1979 no Colégio Eleitoral de cartas marcadas. Morreu sem chegar a ser presidente. Ouviu, Serra?

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